quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Navio que resgatará brasileiros partiu hoje da Grécia

23 de fevereiro de 2011 | 20h 22
EQUIPE AE - Agência Estado
Partiu na tarde de hoje um navio com destino a Bengazi, na Líbia, para resgatar um grupo de 148 brasileiros e outros cidadãos que estão no país. O navio saiu do Porto de Pireu, na Grécia. A informação foi divulgada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores, que afirmou estar trabalhando para resgatar os brasileiros que se encontram em Trípoli e em Bengazi no menor tempo possível.
O Itamaraty também informou que foram obtidas autorizações junto às autoridades líbias para autorizar a aterrissagem, no aeroporto de Trípoli, de cinco voos fretados pelas empresas para o embarque de seus funcionários, entre hoje e amanhã. A Embaixada do Brasil diz estar em contato permanente com a comunidade brasileira na Líbia.

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Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

Fundo de investimentos criado com a receita da venda do petróleo do país tem negócios espalhados por diversos países no mundo

23 de fevereiro de 2011 | 0h 00
Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.
Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.
Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.
Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.
Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.
Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.
Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.
O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador.
Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.
No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.
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Rússia reconhece cerveja como álcool pela primeira vez

Parlamento dá aprovação inicial a projeto de lei que define cerveja como bebida alcoólica e restringe sua venda.

23 de fevereiro de 2011 | 13h 54
A cerveja é considerada equivalente a refrigerantes na Rússia
O Parlamento russo aprovou em primeira instância um projeto de lei que reconhece, pela primeira vez no país, a cerveja como bebida alcoólica.
Até então considerada item alimentício na Rússia, a cerveja passará a ter sua produção controlada e seu consumo restrito da mesma forma que bebidas destiladas.
O projeto, que foi apresentado pela primeira vez no Parlamento na última terça-feira, ainda terá que passar por pelo menos mais duas audiências parlamentares e ser aprovado pelo presidente Dmitry Medvedev antes de se tornar lei.
A iniciativa pretende limitar a venda de cervejas com teor alcoólico superior a 5% e aumentar os impostos sobre a produção da bebida, para reduzir o consumo de álcool no país, cujos níveis de alcoolismo alarmam as autoridades.
Restrição
Se entrar em vigor, a nova lei proibirá a venda da bebida em estabelecimentos comerciais entre as 11 horas da noite e as 8 horas da manhã.
Também será proibido vender cerveja em aeroportos, estações de trem e de metrô, quiosques em locais abertos e em arredores de lugares públicos, onde haja aglomeração de pessoas.
O conteúdo de latas e garrafas será restrito a 330 mililitros.
Segundo o jornal russo Pravda, por causa da baixa qualidade do álcool que circula no país, a lei também deve dificultar a aquisição de selos especiais para bebidas alcoólicas por parte das empresas e concentrar a fiscalização da qualidade da produção em órgãos federais.
Segundo pesquisadores, o consumo de cerveja na Rússia triplicou nos últimos 15 anos por causa dos baixos preços e da disponibilidade da bebida.
No entanto, ante a predileção nacional por bebidas destiladas mais fortes, como a vodka, a cerveja é considerada pela população russa como uma espécie de refrigerante.
Em 2009, Medvedev declarou que o alcoolismo é um "desastre nacional", após a divulgação de dados da ONU que apontavam que os russos bebem, em média, 18 litros de álcool puro por ano.
O número é mais que o dobro do considerado prejudicial pela Organização Mundial da Saúde. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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Greve paralisa a Grécia e se torna violenta em Atenas

Protesto afetou os serviços públicos e paralisou o país; manifestantes e polícia entraram em conflito

23 de fevereiro de 2011 | 14h 01
Danielle Chaves, da Agência Estado

Manifestante joga de volta bomba de gás lacrimogêneo utilizada pela polícia - Foto: KostasTsironis/AP
ATENAS - Um protesto de milhares de trabalhadores, funcionários públicos e comerciantes em greve se tornou violento nas ruas da capital da Grécia, Atenas, com os manifestantes entrando em confronto com a polícia no centro da cidade. A greve afetou os serviços públicos e paralisou o país.
Centenas de jovens atiraram projéteis, pequenas bombas e coquetéis molotov na polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e granadas. Os conflitos se espalharam para outros pontos da cidade, com a polícia e os manifestantes se confrontando também perto da Universidade de Atenas e em algumas regiões do distrito empresarial central. Também houve bloqueio de ruas, ataques a lojas e pequenos incêndios em latas de lixo.
Escritórios do governo, tribunais e escolas foram fechados, enquanto hospitais e muitas empresas trabalham com equipe extremamente reduzida. As operações dos ônibus, bondes, trens e metrô foram suspensas e apenas a linha férrea de Atenas opera em escala limitada. Quase 50 voos domésticos foram cancelados e os barcos que viajam para as ilhas do país ficaram parados.
A greve nacional de um dia e as manifestações, majoritariamente pacíficas, foram convocadas pelos dois principais sindicatos da Grécia, o GSEE e o ADEDY, que juntos têm 1,2 milhão de membros. A intenção é protestar contra as medidas de austeridade do governo. A polícia calcula que cerca de 30 mil pessoas participaram dos protestos.
"Os trabalhadores estão vivendo hoje o maior ataque bárbaro à custa de seus direitos e de suas vidas", afirmou o ADEDY em um comunicado. "Nós temos uma responsabilidade coletiva e pessoal conosco e com nossas crianças de ter sucesso na nossa luta", acrescentou. As informações são da Dow Jones.
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Polícia prende em SP suspeito de matar mulher

23 de fevereiro de 2011 | 14h 15

EQUIPE AE - Agência Estado
Foi preso hoje, na região central de São Paulo, um homem suspeito de matar uma secretária em Montes Claros (MG), que conheceu pela internet. Danillo Ederson Fernandes, de 29 anos, é o principal suspeito pelo assassinato de Janinha Pereira Freitas, de 37 anos, no último dia 14.
Janinha foi espancada e estrangulada em sua casa. Ela e Fernandes teriam marcado um encontro por um site de relacionamentos. Segundo a Polícia Civil, Fernandes teria cometido o assassinato para roubar o notebook e mais objetos de valor da casa da vítima.
A equipe da Delegacia Regional de Monte Claros conseguiu rastrear o suspeito e entrou em contato com o Grupo de Combate a Facções Criminosas do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), que auxiliou nas investigações e foi responsável pela prisão de hoje. De acordo com a polícia de Montes Claros, Fernandes estaria envolvido em outros dois roubos.

SP repassará 3 milhões de vacinas antigripe à Saúde

23 de fevereiro de 2011 | 14h 17
GUSTAVO URIBE - Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, informou hoje que o governo estadual irá repassar em abril cerca de 3 milhões de vacinas antigripe ao Ministério da Saúde. As doses serão disponibilizadas para a Campanha de Vacinação do Idoso 2011. Este será o primeiro ano em que o Instituto Butantan, de São Paulo, produzirá esse tipo de vacina. Serão as primeiras formuladas no Brasil. O governador ressaltou que a expectativa é de que o instituto, em 2012, produza 22 milhões de doses. "O Brasil terá, assim, autossuficiência na produção da vacina contra a gripe", disse, após participar de evento na sede do Instituto Butantan.
O diretor do instituto, Jorge Kalil, afirmou que a fábrica que produz as vacinas tem capacidade de formular, em caso de pandemia, vacinas contra o vírus H1N1, responsável pelas gripe suína. A entidade estuda a produção ainda, nos próximos anos, de vacinas contra dengue e rotavírus.
No evento, o governador também deu prazo de 30 dias para definir a origem dos investimentos para a conclusão, no Instituto Butantan, da primeira fábrica de hemoderivados do Brasil. "Vamos em 30 dias definir os investimentos para completar a fábrica de hemoderivados. Hoje, o Brasil não produz esses componentes."
O governador visitou as obras do novo Prédio de Coleções do Instituto Butantan, instituição que completa 110 anos hoje. A nova construção, orçada em R$ 3 milhões, irá substituir o antigo prédio, que sofreu um incêndio de grandes proporções no ano passado, o qual destruiu boa parte do acervo de herpetologia, ramo da zoologia dedicado ao estudo dos répteis e anfíbios.
De acordo com o governador, o novo prédio terá uma melhor distribuição dos espaços e um sistema moderno para prevenção de incêndios. A previsão é de que as obras sejam finalizadas no final deste ano. Durante a visita, Alckmin operou uma retroescavadeira. "Precisava empilhar mais terra, governador", brincou um dos presentes.