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10/01/2011 - UOL Notícias - Política
Em visita a Dilma, senador McCain defende "superioridade" de caças americanos
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10/01/2011 - 16h32
Do UOL Notícias
Em Brasília Após reunião com a presidente da República, Dilma Rousseff, o senador norte-americano do Partido Republicano, John McCain, declarou nesta segunda-feira (10) que aproveitou o encontro para reforçar as qualidades das aeronaves norte-americanas.
O governo brasileiro estuda há mais de um ano a compra de 36 caças para a FAB (Força Aérea Brasileira) como parte do chamado programa F-X2. Entre os concorrentes estão a companhia francesa Dassault, com o caça Rafale, a norte-americana Boeing, com o F/A-18 Super Hornet, e a sueca Saab, com o Gripen NG.
“Foi provado que nós temos um sistema que se mostrou ser superior aos demais, mas não queremos influenciar a decisão do governo brasileiro”, afirmou McCain, antes de sair do Palácio do Planalto, em Brasília.
Para o senador pelo Estado do Arizona, a decisão irá se basear no mérito da melhor proposta. O parlamentar disse ainda que, ao voltar ao seu país, irá se esforçar para garantir que não haja dúvidas sobre a transferência de tecnologia das aeronaves americanas para os compradores brasileiros.
Segundo McCain, a previsão é que a visita da presidente brasileira aos Estados Unidos seja em março deste ano. “Acredito que a relação com o Brasil tem sempre sido boa. Como o Brasil emergiu como grande economia, vai cumprir um papel não só no hemisfério sul, mas no mundo”, avaliou McCain.
McCain, candidato derrotado à Presidência dos Estados Unidos nas últimas eleições, estava acompanhado do também senador republicano, John Barrasso, de Wyoming, na visita ao país. Os dois estiveram no Rio de Janeiro, neste fim de semana, onde sobrevoaram o Complexo do Alemão e, depois, visitaram a favela Santa Marta.
Dos produtos e serviços que são negociados entre os dois países, os senadores destacaram o interesse pelo incremento no que se refere à aquisição de biocombustíveis e a outras formas de energias renováveis, sem aumento de custos.
Polêmicas
Questionado se acreditava que o tiroteio no último fim de semana no Arizona teria motivações políticas, McCain preferiu não fazer avaliações precoces antes do final da investigação. “Todos nós continuamos sofrendo e lamentando este trágico ataque que aconteceu no meu Estado natal do Arizona. Isto foi um ato irracional. Ainda estão investigando toda a situação”, disse sobre o crime que deixou seis mortos e, pelo menos 14 feridos.
Ao ser indagado sobre a defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao criador do WikiLeaks, o senador norte-americano afirmou que o Lula não iria apoiar ninguém que colocasse a vida de outras pessoas em risco.
“Tenho certeza que o presidente Lula não apoiaria a revelação de nomes que cooperaram com os militares americanos para combater e organização terrorista Al-Qaeda e colocar suas vidas em risco. Eu posso entender o ponto de vista de que talvez algumas informações diplomáticas possam ser conhecidas, mas não há [motivo] para se conhecerem as identidades das pessoas e colocar suas vidas em risco”, defendeu.
Sobre a relação Brasil e Irã, o senador elogiou a postura da presidente brasileira ao condenar julgamentos, naquele país, nos quais os acusados podem sofrer apedrejamentos. “Eu fiquei satisfeito em ouvir em uma entrevista que a presidente Dilma disse que não concorda com esta política de opressão operada pelo Irã.”
Mais cedo, os dois senadores se encontraram com o ministro da Defesa, Nelson Jobim e seguem, agora, para uma reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer.
Do Brasil, os dois devem viajar por pelo menos outros quatro países da América Latina, entre eles Chile, Colômbia, Panamá e México, para tratar de outros assuntos ligados ao comércio internacional e combate à violência.
Em visita a Dilma, senador McCain defende "superioridade" de caças americanos
Camila CampanerutDo UOL Notícias
Em Brasília
Escolha de caças para o Brasil - Os concorrentes
Foto 1 de 21 - Dassault Rafale F3 - Três concorrentes disputam o programa F-X2, que consiste na compra de 36 caças multiuso para substituir os modelos em operação, entre eles, o Rafale Mais French Navy/Reuters
“Foi provado que nós temos um sistema que se mostrou ser superior aos demais, mas não queremos influenciar a decisão do governo brasileiro”, afirmou McCain, antes de sair do Palácio do Planalto, em Brasília.
Para o senador pelo Estado do Arizona, a decisão irá se basear no mérito da melhor proposta. O parlamentar disse ainda que, ao voltar ao seu país, irá se esforçar para garantir que não haja dúvidas sobre a transferência de tecnologia das aeronaves americanas para os compradores brasileiros.
Segundo McCain, a previsão é que a visita da presidente brasileira aos Estados Unidos seja em março deste ano. “Acredito que a relação com o Brasil tem sempre sido boa. Como o Brasil emergiu como grande economia, vai cumprir um papel não só no hemisfério sul, mas no mundo”, avaliou McCain.
McCain, candidato derrotado à Presidência dos Estados Unidos nas últimas eleições, estava acompanhado do também senador republicano, John Barrasso, de Wyoming, na visita ao país. Os dois estiveram no Rio de Janeiro, neste fim de semana, onde sobrevoaram o Complexo do Alemão e, depois, visitaram a favela Santa Marta.
Dos produtos e serviços que são negociados entre os dois países, os senadores destacaram o interesse pelo incremento no que se refere à aquisição de biocombustíveis e a outras formas de energias renováveis, sem aumento de custos.
Polêmicas
Questionado se acreditava que o tiroteio no último fim de semana no Arizona teria motivações políticas, McCain preferiu não fazer avaliações precoces antes do final da investigação. “Todos nós continuamos sofrendo e lamentando este trágico ataque que aconteceu no meu Estado natal do Arizona. Isto foi um ato irracional. Ainda estão investigando toda a situação”, disse sobre o crime que deixou seis mortos e, pelo menos 14 feridos.
Ao ser indagado sobre a defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao criador do WikiLeaks, o senador norte-americano afirmou que o Lula não iria apoiar ninguém que colocasse a vida de outras pessoas em risco.
“Tenho certeza que o presidente Lula não apoiaria a revelação de nomes que cooperaram com os militares americanos para combater e organização terrorista Al-Qaeda e colocar suas vidas em risco. Eu posso entender o ponto de vista de que talvez algumas informações diplomáticas possam ser conhecidas, mas não há [motivo] para se conhecerem as identidades das pessoas e colocar suas vidas em risco”, defendeu.
Sobre a relação Brasil e Irã, o senador elogiou a postura da presidente brasileira ao condenar julgamentos, naquele país, nos quais os acusados podem sofrer apedrejamentos. “Eu fiquei satisfeito em ouvir em uma entrevista que a presidente Dilma disse que não concorda com esta política de opressão operada pelo Irã.”
Mais cedo, os dois senadores se encontraram com o ministro da Defesa, Nelson Jobim e seguem, agora, para uma reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer.
Do Brasil, os dois devem viajar por pelo menos outros quatro países da América Latina, entre eles Chile, Colômbia, Panamá e México, para tratar de outros assuntos ligados ao comércio internacional e combate à violência.
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